O que precisa de saber sobre o 360Dreams.
O que é, o que a criança vê e ouve, como funciona num hospital, quem paga, como se cria conteúdo e como uma entidade pode participar.
O projeto
O que é exatamente o 360Dreams?
É um projeto que leva experiências audiovisuais imersivas em realidade virtual a crianças em contexto hospitalar. A solução pode incluir headsets, biblioteca de conteúdos, vídeo 360º, áudio, configuração, preparação operacional e uma rede de parceiros que ajuda a financiar e criar experiências.
É apenas um conjunto de óculos VR?
Não. O equipamento é apenas o meio de acesso. O valor está na experiência completa: conteúdos, vídeo, som, curadoria, processo de utilização, implementação e capacidade de criar novas experiências com parceiros.
Qual é o objetivo?
Acrescentar momentos de distração positiva, evasão, curiosidade e envolvimento durante contextos hospitalares pediátricos exigentes. Não substitui tratamento, avaliação ou decisão clínica.
Vídeo, áudio e experiências
Os conteúdos têm vídeo e áudio?
Sim. As experiências podem combinar vídeo 360º ou outros formatos imersivos com som ambiente, música, voz, narração e design sonoro. Nem todos os conteúdos usam todos estes elementos, mas o áudio é pensado como parte da experiência.
É apenas vídeo gravado em 360º?
Não necessariamente. A biblioteca pode incluir captação de locais reais e outros ambientes imersivos. O formato é escolhido consoante o objetivo, o parceiro, a adequação ao público e as possibilidades técnicas.
Que experiências podem existir?
Natureza, oceano, espaço, ciência, animais, museus, cultura, viagens, cidades, parques, música, desporto, automobilismo, profissões, bastidores e conteúdos especiais produzidos com parceiros.
Um parceiro pode criar uma experiência própria?
Sim. Um clube pode abrir os bastidores de um estádio, um museu pode criar uma visita com áudio-guia, um aquário pode mostrar animais e explicar espécies, um destino pode criar uma viagem virtual ou um artista pode abrir um ensaio ou palco. O conceito pode incluir vídeo, som, voz e narração.
O conteúdo tem publicidade?
O reconhecimento de parceiros deve ser responsável e compatível com o contexto pediátrico. A experiência não deve transformar a criança num alvo publicitário nem ser desenhada como um anúncio intrusivo.
Utilização no hospital
Em que momentos pode ser usado?
Depende da unidade. Pode ser considerado em espera, internamento, tratamentos prolongados ou outros momentos em que a utilização seja entendida como adequada e não interfira com segurança, observação ou acesso ao doente.
Quem decide se uma criança pode usar?
A unidade e os profissionais responsáveis definem os critérios. O 360Dreams não substitui essa decisão.
Quanto dura uma sessão?
Não existe uma duração única obrigatória. Deve ser considerada a idade, o conteúdo, o contexto, a tolerância, o equipamento e as orientações da unidade.
Quem controla a experiência?
O modelo depende da configuração. A sessão pode ser iniciada e controlada no próprio headset ou com um dispositivo de apoio, e deve poder ser interrompida de imediato.
É preciso internet?
Não necessariamente. Muitos conteúdos podem ser preparados localmente nos dispositivos. Algumas funcionalidades específicas podem exigir conectividade.
Como é feita a higiene?
A implementação deve incluir um procedimento de limpeza e preparação compatível com o equipamento escolhido e com as regras da unidade.
Programa Social e 360Dreams Private
Qual é a diferença entre o Programa Social e o serviço privado?
No Programa Social 360Dreams, dirigido a hospitais públicos, procuramos que parceiros, empresas, mecenas ou fundações financiem a implementação. No 360Dreams Private, o hospital ou clínica privada contrata diretamente o serviço. A experiência para a criança não é “inferior” num modelo ou superior no outro; muda essencialmente quem financia.
Um hospital público tem de pagar?
O objetivo do Programa Social é encontrar financiamento externo para reduzir ou eliminar o custo da implementação para a unidade pública. A estrutura concreta dependerá de cada parceria e projeto.
E um hospital privado?
Hospitais e clínicas privadas podem contratar equipamento, biblioteca, configuração, formação, acompanhamento e outros serviços definidos na proposta.
O dinheiro do privado financia diretamente hospitais públicos?
As receitas de unidades privadas contribuem para a sustentabilidade operacional, desenvolvimento de conteúdos e capacidade de expansão do projeto. O apoio direto a um hospital público pode também ser estruturado através de parceiros e mecenas.
Porque não fazer tudo gratuitamente?
Um modelo exclusivamente dependente de doações pode limitar manutenção, desenvolvimento e crescimento. Combinar financiamento social com atividade contratada permite construir uma operação mais sustentável.
Parceiros e mecenas
Como pode uma empresa apoiar?
Pode financiar equipamento, uma unidade pública, manutenção, produção de conteúdos, expansão, tecnologia ou outras necessidades. Também pode disponibilizar acesso a locais, pessoas, direitos, histórias ou capacidade de produção audiovisual.
Tenho de financiar uma unidade completa?
Não. O apoio pode ser desenhado à escala do parceiro: equipamento, conteúdo, produção, manutenção, uma unidade ou expansão para várias unidades.
Uma parceria tem de ser financeira?
Não. Museus, clubes, destinos, parques, artistas, produtoras, empresas tecnológicas e outras entidades podem contribuir com acesso, direitos, equipamentos, gravação, áudio, locução, produção ou distribuição.
Segurança e evidência
A realidade virtual reduz a dor ou a ansiedade?
Existem estudos e revisões que reportam resultados promissores em diferentes contextos pediátricos, mas o 360Dreams não apresenta esses resultados como uma garantia clínica própria. A nossa comunicação é prudente e a utilização é complementar.
É adequada a todas as crianças?
Não se deve assumir isso. Idade, condição, sintomas, contexto, tolerância e instruções do fabricante devem ser considerados pela unidade. A utilização deve parar perante desconforto ou necessidade clínica.
Substitui medicação, analgesia ou apoio psicológico?
Não. É uma ferramenta complementar de distração, envolvimento e conforto.
Fale connosco pelo lado que faz sentido para si.
Hospital público, unidade privada, parceiro, produtor, família ou profissional.